sexta-feira, 11 de maio de 2018

Relato do encontro NAMI: Afetos e Representações poéticas sobre a morte.

No dia 07 de maio, foi realizado o segundo encontro do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq) em 2018, que contou com a fala da professora doutora Míriam Cristina Carlos Silva, do PPGCC da Uniso, sobre as ligações entre os afetos – tema principal do NAMI neste ano – e seu projeto de pesquisa atual: Representações Poéticas da Morte nas Narrativas Midiáticas (Uniso/Fapesp).

O texto “Suíte Acadêmica: apontamentos poéticos para elaboração de projetos de pesquisa em Comunicação”, escrito por João Anzanello Carrascoza, foi utilizado como norte da apresentação, na qual a pesquisadora relatou o caminho percorrido até chegar à escolha do seu objeto de estudo: a morte, tema que a inquietou ainda menina, com os versos de Carlos Drummond de Andrade:

Por que nascemos para amar, se vamos morrer?
Por que morrer, se amamos?
Por que falta sentido ao sentido de viver, amar, morrer?

Míriam explicou que amamos para nos vincular e nos vinculamos para nos comunicar, de modo que comunicação e o vínculo estão completamente relacionados.

Foi com base no poema de Drummond que surgiu a inquietação para a pesquisa. Alguns de seus questionamentos foram: Como se constituem as representações que buscam comunicar a morte, nas narrativas? Quando materializadas em representações poéticas, podem caracterizar uma comunicação poética? Em que a comunicação poética difere de outras formas comunicacionais? Como rompimento com o cotidiano, a morte é a suspensão da própria narrativa. Uma comunicação poética seria uma forma de religação?

A partir da imagem do conto “A biblioteca de Babel”, de Jorge Luís Borges, a pesquisadora apresentou o conceito de semiosfera, como base para esclarecer seus alicerces teóricos na pesquisa. Compreendida como uma espécie de cosmos sígnico, a semiosfera abarca ideias que são atualizadas e transformadas constantemente: através do atrito entre conjuntos de signos, textos e códigos, novas redes vão se construindo.


A biblioteca de Babel: semiosfera em imagem

Começando por seu esposo, Werinton Kermes, que foi o responsável por incentivá-la a ingressar no mundo acadêmico, Míriam citou algumas de suas referências, como Philadelpho Menezes, Fernando Segolin e Décio Pignatari, para a compreensão sobre o poético; Norval Baitello Júnior, com os conceitos de comunicação e vínculo; e Amálio Pinheiro, que a apresentou a autores como Iuri Lotman, com o conceito de semiosfera, e Oswald de Andrade, com o conceito de antropofagia, central para Míriam por elucidar – através da noção de valores que são ingeridos, digeridos e transformados – como se dão os processos comunicacionais e culturais.

Deste ponto de partida, a pesquisadora apontou outros autores importantes em sua pesquisa, como expansões de seu alicerce teórico. Principalmente em seu projeto atual, alguns deles são: Vilém Flusser e Ciro Marcondes Filho, para pensar a comunicação, entendida como algo raro, dificílimo e transformador; Edgar Morin, para pensar sobre a morte, concebida como fundamento da cultura; Walter Benjamim, para pensar as narrativas como mediadoras da experiência humana; e Gustavo Castro e Florence Dravet, que trabalham a comunicação associada à poesia, na defesa do pensamento poético como o pensamento do aberto, da conexão, que reconecta o homem aos outros homens, ao universo e às coisas que o cercam.

Para explicar o corpus da sua pesquisa, Míriam falou primeiro sobre os corpos na pesquisa. Através de um mosaico, formado por amigos, companheiros de pesquisa, alunos e orientandos de todas as épocas, a professora contou de que maneira chegou, por meio de suas relações, conversas e trocas com essas pessoas, ao objetivo de avaliar narrativas cinematográficas ibero-americanas.


Os corpos no corpus da pesquisa

A pesquisadora relatou, então, as principais observações às quais chegou por meio das análises realizadas até o momento, a partir do filme argentino Um conto chinês (2011, direção de Sebastián Borensztein) e da produção brasileira A festa da menina morta (2009, dirigido por Matheus Nachtergaele). A telenovela global Velho Chico (2016, dirigida por Luiz Fernando Carvalho) também foi analisada, uma vez que é o objeto de estudo da pesquisa de Iniciação Científica desenvolvida por Bruna Emy Camargo, integrante do NAMI, sob orientação de Míriam. Outro contato com representações poéticas sobre a morte ocorreu através do professor Paulo Celso da Silva, do PPGCC da Uniso, que propôs a análise em conjunto dos livros em HQ El arte de volar e El ala rota, escritos por Antonio Altarriba e povoados por imagens da morte.

Destacando a força simbólica da morte, uma metáfora, inclusive, para a vida, Míriam encerrou sua apresentação com trechos de Neruda, extraídos do Livro das Perguntas:

Não será a morte afinal 
uma cozinha interminável?

Que farão teus ossos desmembrados, 
buscarão outra vez tua forma?

Se fundirá a tua destruição 
em outra forma e em outra luz?

Teus vermes irão fazer parte 
de cachorros ou de mariposas?

De tuas cinzas nascerão 
tchecoslovacos ou tartarugas?

Não vês que a macieira floresce 
para morrer na maçã?

Ainda durante o encontro foi lançado o livro O Verso da Máscara: processos comunicacionais nos larps e RPGs de mesa, resultado da dissertação de mestrado de Tadeu Rodrigues Iuama, mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba (Uniso), pesquisador do NAMI e, atualmente, doutorando em Comunicação pela Universidade Paulista (Unip).


Na apresentação de seu livro, Tadeu Rodrigues falou sobre a importância do NAMI para o rumo de suas pesquisas


Tadeu Rodrigues: Da dedicação à dedicatória

Após o debate, permeado pela imagem de Abaporu, obra de Tarsila do Amaral e ícone da antropofagia (exposta por Míriam no slide final de sua apresentação).


Míriam, sob o sol de Abaporu

O encontro foi encerrado com os saborosos comes e bebes, além da tradicional foto final.


Os presentes 

O próximo encontro do NAMI será no dia 24 de setembro, durante o XII Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura da Uniso – Epecom.

Aos que se interessarem, dois artigos citados ao longo deste relato podem ser acessados através dos seguintes links:

Representações Poéticas da Morte nas Narrativas Midiáticas: Um Conto Chinês: http://revistaseletronicas.pucrs.br/…/re…/article/view/27475

Quadrinhos como mídia: A narrativa histórica e poética de El Arte de Volar e El Ala Rota: https://portalrevistas.ucb.br/index.p…/esf/article/view/7991


por Gisele Gabriel, com colaboração de Isabella Pichiguelli.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Relato do primeiro encontro do Cinepós e do NAMI IJ

"Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente."
Oswald de Andrade

Possuindo como proposta criar um movimento de integração entre ensino, pesquisa e extensão, o primeiro encontro do Projeto Cinepós, vinculado a Universidade de Sorocaba, aconteceu no dia 24 de abril de 2018. O Cinepós é idealizado e organizado pelos docentes do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, Profa. Dra. Maria Ogécia Drigo, Profa. Dra. Míriam Cristina Carlos Silva e Prof. Dr. José Rodrigo Paulino Fontanari, e consiste em desenvolver pesquisas sobre cinema e audiovisual para além das fronteiras da pós-graduação.
O tema do primeiro encontro foi “A TV mais feliz do Brasil invade o cinema: estratégias fílmicas sbtistas” que apresentou o percurso do SBT nas atividades cinematográficas e promoveu um diálogo sobre o longa-metragem Meus 15 anos (direção de Caroline Fiorati, 2017).
O encontro contou com a fala de João Paulo Hergesel, doutorando em Comunicação, pela Universidade Anhembi Morumbi, graduado em Letras e mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba. João Paulo é autor de livros como Estilística aplicada à websérie (Editora Novas Edições Acadêmicas, 2015) e Estilística cibernética (Editora Penalux, 2013), sua produção literária ultrapassa o universo acadêmico em obras de ficção como Nectarinas (Editora Jogo de Palavras, 2018), Pode beijar a noiva (Editora Jogo de Palavras, 2018) e em obras de literatura infantojuvenil como Beijos de chocolate branco (Editora Jogo de Palavras, 2018) e Como calar a boca de um dragão (Editora Jogo de Palavras, 2017).
A responsável pela fala de abertura, a Profa. Dra. Míriam Cristina Carlos Silva, apresentou o convidado aos presentes e explicou a proposta do Projeto Cinepós. Elucidou ainda que concomitantemente ao Cinepós, aquele também seria o primeiro encontro do Grupo de Estudos em Narrativas Midiáticas Infantis e Juvenis (NAMI-IJ). O grupo liderado por ela e pelo convidado surgiu após os pesquisadores perceberam um déficit nas pesquisas realizadas em torno das narrativas produzidas para esse público.
João Paulo inicia sua fala compartilhando um pouco de sua trajetória desde a graduação em Letras e o mestrado em Comunicação e Cultura na Universidade de Sorocaba, até seu interesse pelo Sistema Brasileiro de Televisão, popularmente conhecido como SBT. Compartilha as agruras enfrentadas por ele por possuir como objeto de estudo a emissora e suas produções, pois suas pesquisas recebem olhares de estranhamento, já que parte da academia demonstra um certo preconceito em relação a esses temas.
Seguindo com uma breve história do SBT, João Paulo destaca a história de Silvio Santos e sua perspicácia ao inovar em modelos de negócios desde a época em que era camelô. Elucida que a televisão inicialmente era compreendida, no Brasil, como uma “oitava arte”, ou seja, uma nova maneira de levar à população a cultura, em um sentido elitizado. Foi Silvio Santos, na contramão
Silvio Santos em seu programa no SBT
dessa vertente, que busca instituir na televisão o melodrama e o grotesco. Para desenvolver e divulgar seus negócios, como o Baú da Felicidade, ele utiliza a mídia televisiva e se torna bastante popular em pouco tempo.
As vontades do dono do SBT, sempre intervieram diretamente na emissora. João Paulo enfatiza que Senor Abravanel se transforma em um personagem quando adota o novo nome, Silvio Santos. Com seu carisma e grande capacidade de se reinventar consegue conquistar grande audiência, incomodando seus concorrentes.
As produções fílmicas do SBT começaram em 2005 com o filme Coisa de Mulher, a produção não alcançou o sucesso almejado. Em 2015, Carrossel: O Filme é lançado e obtém um bom retorno do público, no ano seguinte Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina também propicia um retorno satisfatório do público. Lançado em 2017, Meus 15 anos: O Filme, inspirado no livro homônimo da autora Luiza Trigo (editora Rocco, 2014) e sob a direção de Caroline Fioratti, narra a história de Bia (Larissa Manoela), uma adolescente tímida e nada popular que vê sua vida mudar após ganhar uma festa de debutante.
Filme Meus 15 Anos, cena do baile
Após a reprodução de algumas cenas do filme Meus 15 anos, foi aberto um diálogo entre os presentes onde o palestrante convidado apontou para a estilística utilizada na produção cinematográfica, como por exemplo, o constante uso da cor azul, presente também em vários programas do SBT. Após algumas análises o diálogo caminhou para a questão do preconceito que determinados fenômenos culturais sofrem.  Segundo o relato do palestrante, a própria Caroline Fioratti quando confirmada como diretora da produção sofreu uma série de críticas de colegas e do público que conhecia seu trabalho. Caroline se defendeu alegando que esta era uma maneira de passar uma mensagem para as garotas e que dirigir Meus 15 anos possibilitaria atingir um público que não seria possível de outra forma.
Filme a Bela e a Fera
(Direção de Bill Condon, 2017)
O bate papo entre os presentes apontou que apesar de clichê, a produção fílmica possui várias qualidades, desde a construção da narrativa até a fotografia utilizada. Também foi observada uma grande quantidade de referências de outras produções teen, principalmente estadunidense o que suscitou mais uma vez a questão do preconceito que determinados fenômenos comunicacionais sofrem por serem considerados inferiores. O prejulgamento acerca das manifestações populares é recorrente e a valoração da cultura permanece incrustada em várias esferas da nossa sociedade.
Tanto o convidado João Paulo, quanto a professora Míriam ressaltaram a relevância e necessidade de novas pesquisas realizadas no cerne de tais fenômenos comunicacionais, pois eles carregam questões relevantes para a área da Comunicação.

A dissertação de mestrado de João Paulo Hergesel encontra-se disponível no link abaixo para aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais de suas pesquisas. 


 Vanessa Heidemann

sexta-feira, 6 de abril de 2018

7/5/2018 - Palestra de Miriam Cristina Carlos Silva sobre Afetos e Representações Poéticas da Morte nas Narrativas Midiáticas

Saturno devorando a su hijo (Francisco de Goya, 1819-1823)


O Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq), do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, tem o prazer de convidá-lo (a) para nossa segunda reunião de 2018, na qual a professora doutora Miriam Cristina Carlos Silva destacará a questão do afeto nos resultados preliminares de sua pesquisa atual, Representações Poéticas da Morte nas Narrativas Midiáticas (Uniso/Fapesp).

Na oportunidade, estará sendo realizado o lançamento do livro O Verso da Máscara: processos Comunicacionais nos larps e RPGs de mesa, do pesquisador Tadeu Rodrigues Iuama, que integra o NAMI. A obra é resultado de sua dissertação de mestrado junto ao PPGCC da Uniso.  

O evento acontecerá no dia 7/5/18, segunda-feira, das 14h às 17hno Auditório  da Biblioteca, na Cidade Universitária Prof. Aldo Vannucchi - Uniso, localizada na Rodovia Raposo Tavares, km, 92, Sorocaba, São Paulo.

O evento é gratuito e aberto à comunidade. Apenas solicitamos que os interessados em participar levem frutas, doces, salgados ou sucos para compartilhar no lanche de encerramento.

Profa. Dra. Monica Martinez, lìder
Em nome do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq)

Serviço
Trata-se de um evento certificado, válido como atividade complementar (para alunos de gradução) e atividade supervisionada (pós-graduação).

Data: 7 de maio de 2018, segunda-feira
Horário: 14h às 17h
Local: Auditório da Biblioteca, Cidade Universitária Prof. Aldo Vannuchi, Universidade de Sorocaba, km 92 da Rodovia Raposo Tavares, Sorocaba.                                  

segunda-feira, 5 de março de 2018

28/2/2018 - Relato da palestra de Malena Contrera sobre "A Comunicação e os afetos"




No dia 28 de fevereiro, foi realizado o primeiro encontro do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq) de 2018. Dando continuidade ao tema trabalhado no ano anterior, Comunicação e Afetos, recebemos como convidada a Profa. Dra. Malena Segura Contrera, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista (Unip).
A professora Malena fez um panorama sobre um campo de estudos na área da Comunicação que lhe é muito caro: o dos afetos. Segundo ela, os estudos desenvolvidos no Brasil, principalmente a partir da década de 1990, provêm da interface com duas outras áreas. A primeira é a filosofia, em particular pela influência do pensador francês Michel Maffesoli, por meio do qual os estudos no país começaram gradualmente a migrar do aspecto político para o dos afetos propriamente ditos. Para a pensadora, é importante notar que Maffesoli, em contraposição à noção weberiana de desencantamento de mundo, propõe um “reencantamento” na contemporaneidade, com o qual, aliás, ela discorda. Desta vertente, a filosófica, teriam bebido importantes teóricos brasileiros, tais como Muniz Sodré, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob supervisão do qual a professora conduziu seu pós-doutorado, e o professor Ciro Marcondes Filho, da Universidade de São Paulo. A segunda interface, segundo ela mais fértil, é a com a antropologia. Ainda nos anos 1990, outro pesquisador, o brasileiro Norval Baitello Junior, propôs um olhar acerca dos afetos – que ele chama de vínculos -- em sua obra O animal que parou os relógios (Annablume, 1999).
Ainda hoje, ela diz que, apesar de existir uma maior abertura para os estudos acerca do afeto, haveria dificuldades de se conseguir verbas para o desenvolvimento de estudos sobre o afeto em Comunicação, uma vez que os mesmos não gerariam grandes patentes ou royalties, não sendo valorizados do ponto de vista mercadológico. Ainda assim, ela lembra que os pesquisadores europeus, no século XXI, compreenderam a importância de avançar os estudos sobre afeto. E que apesar de não ser um tema que “dê ibope”, ele gera um grande impacto na vida das pessoas que entram em contato com o assunto.
Para avançar nos estudos, ela esclarece a importância em se distinguir os conceitos de afeto, emoção e sentimento. De acordo com ela, os pensadores da área que seguem a linha de Maffesoli, por exemplo, não costumam diferir os conceitos entre si.  Já os estudiosos ligados à linha antropológica, como Baitello Júnior, o francês Edgar Morin e os alemães Christoph Wulf e Dietmar Kamper (1936-2001), entendem que o corpo não está separado da alma como defendido no contexto do método filosófico cartesiano.
Lembrando a complexidade hologramática proposta por Morin, Contrera afirma que dentro desta perspectiva: “Em toda a parte está o todo”. Citando o pensador, diz: “Toda Ciência vem com a consciência de que o sujeito está no objeto”. O olhar antropológico, empírico, envolve o sujeito que precisa averiguar o fenômeno pessoalmente, ou seja, de corpo e alma.
Para a pesquisadora brasileira, a grande questão do afeto está diretamente ligada ao corpo. Assim, compreender o afeto seria compreender de que forma o corpo o recebe. Etólogos, como o neerlandês Frans de Waal, por meio de obras como A Era da Empatia (Cia das Letras, 2010), já teriam apontado para o crescente abandono e consequências deste na história do corpo.
Este abandono implicaria em um menor protagonismo do corpo, o que geraria usuários apáticos, demasiadamente prontos e aptos para o consumo sem uma visão crítica necessária ao seu exercício. Este fenômeno é facilmente observado, segundo a pesquisadora, por meio do grande desenvolvimento dos ambientes virtuais. A professora indica o filme Denise está chamando (Denise Calls Up), dirigido por Hal Salveen, de 1995, para uma melhor compreensão de como a ausência do corpo afeta as relações.
Pouco antes do término de sua fala, como uma cereja de um bolo já saboroso, Malena define o que é afeto por meio de uma vertente ligada à psicologia: “Afeto é aquilo que me afeta”, lembrando que há de se questionar por que certas coisas nos afetam e outras não.
Após um afetuoso debate final entre os presentes, o primeiro encontro do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas foi encerrado com o tradicional momento dos comes e bebes.
O segundo encontro será no dia 7 de maio (segunda, das 14h às 16h) e contará com o relato de pesquisa atual da Profa. Dra. Míriam Cristina Carlos Silva (Uniso), que também envolve o tema. Anote na agenda!
Vanessa Heidemann

Trailer do filme Denise está chamando: https://www.youtube.com/watch?v=nMsQ2jWom_M

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

28/2/2018 - Palestra de Malena Contrera sobre Comunicação e Afetos



O Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI/Uniso/CNPq), do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, tem o prazer de convidá-lo (a) para nossa primeira reunião de 2018, que terá a professora doutora Malena Segura Contrera (PPGCOM Unip) como convidada palestrante.

O evento acontecerá no dia 28/02/18, quarta-feira, das 15h às 17hno Auditório do Bloco C, na Cidade Universitária Prof. Aldo Vannucchi - Uniso, localizada na Rodovia Raposo Tavares, km, 92, Sorocaba, São Paulo.

A palestra terá como tema a Comunicação e os afetos, questão que abordamos nas reuniões de 2017 e que prosseguirá em pauta neste ano. Lembramos, igualmente, que a chamada para nosso e-book de 2018, Afetos em Narrativas, segue aberta até 30/3. Veja as diretrizes aqui

Leitura sugerida para o encontro: O coração resiliente (http://www.ijep.com.br/index.php?sec=artigos&id=336&ref=o-coracao-resiliente#conteudo)
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Cordialmente,

Professoras doutoras Miriam Cristina Carlos Silva, Monica Martinez e Tarcyane Cajueiro. 



Maiores informações:
Universidade de Sorocaba – Uniso
Coordenação de Pós Graduação em Comunicação e Cultura
Tel: +55 15 2101-7104
E-mail: comunicacao.cultura@uniso.br

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Programação do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) para 2018


Os debates foram tão ricos em 2017 que decidimos prosseguir com a temática Comunicação e afetos para 2018! Anote as datas de nossas reuniões :

1) 28/2/18 (quarta-feira, das 15h às 17h) - Comunicação e afetos, palestra a ser proferida pela professora doutora Malena Contrera (PPGCOM Unip). Leitura sugerida para o encontro: Coração Resiliente

2) 7/5/18 (segunda, das 14h às 16h) - relato de pesquisa da professora doutora Miriam Cristina Carlos Silva (Uniso);

3) 24/9/18 (segunda, das 14h às 16h) - apresentação das pesquisas dos participantes (pesquisadores e alunos), a ser realizada durante o Epecom (Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultuar da Uniso); com o lançamento do livro anual do GP (2017);

4) 29/10 (segunda, das 14h às 16h) - última reunião do ano, com lançamento do livro Nami 2018.

Em nome dos pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas 
(NAMI/Uniso/CNPq) gostaríamos de desejar boas festas e um feliz 2018 a todos!

Com um abraço,

Professoras doutoras Miriam Cristina Carlos Silva, Monica Martinez e Tarcyanie Cajueiro Santos
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Chamada para e-book afetos em narrativas

                            
O Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso), tem a satisfação de convidá-lo(a) para participar do livro Afetos em Narrativas, que reunirá estudos que problematizem as narrativas a partir das discussões teóricas e/ou obras literárias sobre os afetos.

As propostas devem estar concentradas na área de Comunicação, podendo apresentar interfaces com áreas afins. Acredita-se que esse diálogo, feito por meio de análises históricas, político-culturais, estéticas, visuais e textuais, entre outras, possa contribuir para o alargamento dos debates no âmbito das narrativas midiáticas. Todas as abordagens metodológicas são bem-vindas, desde que explicitadas.  

Os artigos deverão aderir a um dos eixos temáticos a seguir:
I – Os afetos e a pesquisa em  comunicação: contribuições teóricas
II – Os afetos e a pesquisa em comunicação: contribuições metodológicas
III – Os afetos e a pesquisa em comunicação: contribuições práticas
IV – Os afetos nas mídias: análises sobre narrativas midiáticas

Seleção
Para seleção preliminar dos textos, pedimos aos autores que enviem por e-mail (namiuniso.afetoenarrativas@gmail.com ) um resumo estruturado em português (template disponível aqui) de propostas de pesquisa contendo de 250 a 400 palavras, redigidas com fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 justificado, em formato “.doc”. O prazo de envio se encerra em 30 de março de 2018. O resumo deverá estar no template anexo e conter introdução, objetivos, delineamento do estudo, método e resultados esperados.

No início de cada proposta devem constar os seguintes itens na ordem listada abaixo:

- Título do trabalho (mesmo que provisório) (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 em negrito e centralizado) acompanhado de nota de rodapé na qual conste o eixo temático selecionado (fonte corpo 10 e espaçamento simples justificado);

- Nome dos autores (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples em negrito e alinhados à direita) acompanhados de notas de rodapé com resumos dos currículos de cada pesquisador em até três linhas (fonte corpo 10 e espaçamento simples justificado);

- Nome da instituição à qual estão filiados (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples sem negrito e alinhado à direita).

A comunicação dos aceites dos resumos dos capítulos selecionados ocorrerá por envio de e-mail por parte dos editores da publicação, até 30 de abril de 2018.

Os capítulos devem ser enviados até 30 de maio de 2018 por e-mail (namiuniso.afetoenarrativas@gmail.com). Cada capítulo deve ser redigido conforme as orientações específicas e ter entre 20 mil e 35 mil caracteres (com espaço), já incluindo na contagem as notas de rodapé e as referências. Cada capítulo será revisado pelos editores da publicação. O resultado da revisão, com eventuais sugestões de ajustes e/ou modificações, será comunicado aos autores por e-mail até 30 de junho de 2018. Para envio por e-mail do texto final, já devidamente ajustado, normalizado e revisado, o prazo se encerra em 30 de julho de 2018.


Lançamento
A previsão para o lançamento do livro em versão digital é 29 de outubro de 2018, data de evento comemorativo que também marcará a última reunião do NAMI no ano.

Editoras:  Profas. Dras. Míriam Cristina Carlos Silva, Monica Martinez e Tarcyane Cajueiro (Uniso)

Editores assistentes: Isabella Reis Pichiguelli e Thiago Arioza (Uniso)


*Para envio do resumo estruturado, consultar template anexo.

Cronograma

·         Prazo para submissão de artigos: 30 março de 2018
·         Notificação do aceite: 30 de abril de 2018
·         Prazo para envio do capítulo: 30 de maio de 2018
·         Prazo dos editores para envio de sugestões: 30 de junho de 2018
·         Prazo dos autores para envio da versão final contemplando sugestões dos editores: 30 de julho de 2018
·         Publicação: 29 de outubro de 2018